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sábado, 6 de abril de 2013

06/04/04


Nossa querida Mathilde,

Hoje é o teu dia. Hoje é dia de festa.

Chegaste Há 9 anos, às 21h30, numa noite de lua cheia.
Chegaste e eu sussurrei-te "Bem vinda Mathilde! Este é o mundo. Mundo, esta é a Mathilde." e desejei em segredo "Que sejas feliz!".

Muitos e muitos parabéns, rebuçadinho!

Que todos os teus dias sejam dias de festa!
que todos os teus dias sejam dias felizes!

quinta-feira, 4 de abril de 2013

04/04/06 às 4.06




Nossa querida Manon, 

Hoje é o teu dia. Hoje é dia de festa!

Chegaste há 7 anos, às 4h06', numa tarde de sol.
Chegaste e eu sussurrei-te "Bem vinda, Manon! Manon, este é o Mundo. Mundo, esta é a Manon." e desejei em segredo "Que sejas feliz!"

Muitos e muitos parabéns, loirinha!

Que todos os teus dias sejam dias de festa!
que todos os teus dias sejam dias felizes!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Ler II

Os livros são mundos maravilhosos.
Faço o elogio da leitura sempre que me parece propositado e mesmo a despropósito. A Mathilde e a Manon já o conhecem de cor e salteado.

Na escola, os professores de cada uma, procuram incentivar a leitura e, nas férias do Natal, recomendaram como TPC, ler.
A Mathilde leu "O GAG" de Roald Dahl e fez o resumo por escrito.
A Manon leu "O Enorme Crocodilo" do mesmo autor e há umas semanas chegou a vez de o apresentar à turma.

Como se tinha queixado que o livro dela era muito maior, em termos de páginas, do que os dos colegas e, se calhar por isso, de um formato que não lhe permitia mostrar imagens visíveis a toda a sala, sugeri que levasse um mini-powerpoint com as imagens que ela considerasse pertinentes mostrar ao longo do seu resumo. Assim foi. Resumiu, mostrou o que queria mostrar e leu o final que correspondia precisamente à sua parte preferida.

O professor enviou-nos uma imagem com o título "Para mais tarde recordar :)".




Contou-me depois que ela apresentou  livro de forma solene e que lhe parecia mais ansiosa do que nos concertos de "As canções da Maria".
Correu muito bem e ela voltou muito contente com os elogios dos colegas.

É curioso como tanto uma como outra, que já se habituaram a estar em palco diante de muitas e muitas pessoas, ficam apreensivas quando se expõem aos amigos de todos os dias. Somos todos muito semelhantes, únicos e irrepetíveis e contudo tão parecidos nas nossas necessidades e temores.

Eu, abaixo assinado...


No fim do ano, a Mathilde fez uma lista de 12 desejos para pedir com as 12 badaladas.
A Manon seguiu-lhe o exemplo. 
Em ambas as lista, os 3 primeiros votos eram os mais importantes, a saúde, a família, os amigos. Seguiam-se as viagens, as canções, a escola, etc.

Um dos desejos da mana mais crescida deliciou-me.
"Que os fins-de-semana sejam maiores!"
Também pedi isso :)

Corte à moda da casa

Não gosto de ir ao cabeleireiro. Falta-me paciência. 
Não me ralo nada de cortar o cabelo e já o tive de muitas maneiras, comprimentos e feitios. O que eu não gosto é do tempo que lá passo, aborrece-me. 
Para resolver o assunto, um dia aventurei-me a cortar, eu mesma, o meu cabelo. Só as pontas (Nada de cortes elaborados que os meus dotes para penteados são tão pequenos que a palavra mais adequada seria inexistentes.). Pego nas pontinhas e zás!, passo a tesoura como vejo os cabeleireiros fazer há anos.
Não tem corrido mal.  
Em conversa, descobri que não sou única a aventurar-me no mundo "Eduardo Mãos de Tesoura", outras mulheres o fazem mas são, provavelmente, bem mais dotadas do que eu, pelo menos parecem porque têm um ar muito bem penteado e eu ando sempre meia-mulher-das-cavernas.

Há mais ou menos um mês, resolvi que era altura de uma cortadela. Estava na minha rápida sessão de corte quando entraram a Mathilde e a Manon e se horrorizaram com o quadro que encontraram.
- Mas o que estás a fazer? Manon! Olha!
- Ah! Tu estás a cortar o cabelo!! 
- Estou a cortar as pontinhas. Mas vocês não façam isto! Eu faço porque sei fazer muito bem. 
(Não é uma verdade absoluta, não esquecer o anteriormente referido sobre o meu jeito para me pentear, mas há que parecer credível em nome das belas cabeleiras das manas M e não facilitar o risco. Imagine-se que elas resolviam experimentar, mirando-se no meu exemplo?!)

Elas ali ficaram, espantadas, a Mathilde a abanar a cabeça em ar de desaprovação e a Manon boquiaberta.
Passado um bocadinho, a mais velha, sussurrou discretamente à irmã "Vai dizer ao papá que a mamã enlouqueceu."

O tom era de "Vai buscar reforços que eu não posso sair daqui não vá a coisa piorar ainda mais."

E a pequenina foi. Ouvi-a sussurrar ao pai "Papa, maman est devenue folle!"
E o pai respondeu "Rien de nouveau, t'inquiètes pas! C'est une très bonne psychiatre. Elle se soignera elle-même."

Resumindo, sou uma "faça você mesmo", no que diz respeito ao cabelo e à saúde mental, bastante melhor no que à última diz respeito, já não se nota nada que tive aquele "corte" com a realidade ;)