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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Ler II

Os livros são mundos maravilhosos.
Faço o elogio da leitura sempre que me parece propositado e mesmo a despropósito. A Mathilde e a Manon já o conhecem de cor e salteado.

Na escola, os professores de cada uma, procuram incentivar a leitura e, nas férias do Natal, recomendaram como TPC, ler.
A Mathilde leu "O GAG" de Roald Dahl e fez o resumo por escrito.
A Manon leu "O Enorme Crocodilo" do mesmo autor e há umas semanas chegou a vez de o apresentar à turma.

Como se tinha queixado que o livro dela era muito maior, em termos de páginas, do que os dos colegas e, se calhar por isso, de um formato que não lhe permitia mostrar imagens visíveis a toda a sala, sugeri que levasse um mini-powerpoint com as imagens que ela considerasse pertinentes mostrar ao longo do seu resumo. Assim foi. Resumiu, mostrou o que queria mostrar e leu o final que correspondia precisamente à sua parte preferida.

O professor enviou-nos uma imagem com o título "Para mais tarde recordar :)".




Contou-me depois que ela apresentou  livro de forma solene e que lhe parecia mais ansiosa do que nos concertos de "As canções da Maria".
Correu muito bem e ela voltou muito contente com os elogios dos colegas.

É curioso como tanto uma como outra, que já se habituaram a estar em palco diante de muitas e muitas pessoas, ficam apreensivas quando se expõem aos amigos de todos os dias. Somos todos muito semelhantes, únicos e irrepetíveis e contudo tão parecidos nas nossas necessidades e temores.

Eu, abaixo assinado...


No fim do ano, a Mathilde fez uma lista de 12 desejos para pedir com as 12 badaladas.
A Manon seguiu-lhe o exemplo. 
Em ambas as lista, os 3 primeiros votos eram os mais importantes, a saúde, a família, os amigos. Seguiam-se as viagens, as canções, a escola, etc.

Um dos desejos da mana mais crescida deliciou-me.
"Que os fins-de-semana sejam maiores!"
Também pedi isso :)

Corte à moda da casa

Não gosto de ir ao cabeleireiro. Falta-me paciência. 
Não me ralo nada de cortar o cabelo e já o tive de muitas maneiras, comprimentos e feitios. O que eu não gosto é do tempo que lá passo, aborrece-me. 
Para resolver o assunto, um dia aventurei-me a cortar, eu mesma, o meu cabelo. Só as pontas (Nada de cortes elaborados que os meus dotes para penteados são tão pequenos que a palavra mais adequada seria inexistentes.). Pego nas pontinhas e zás!, passo a tesoura como vejo os cabeleireiros fazer há anos.
Não tem corrido mal.  
Em conversa, descobri que não sou única a aventurar-me no mundo "Eduardo Mãos de Tesoura", outras mulheres o fazem mas são, provavelmente, bem mais dotadas do que eu, pelo menos parecem porque têm um ar muito bem penteado e eu ando sempre meia-mulher-das-cavernas.

Há mais ou menos um mês, resolvi que era altura de uma cortadela. Estava na minha rápida sessão de corte quando entraram a Mathilde e a Manon e se horrorizaram com o quadro que encontraram.
- Mas o que estás a fazer? Manon! Olha!
- Ah! Tu estás a cortar o cabelo!! 
- Estou a cortar as pontinhas. Mas vocês não façam isto! Eu faço porque sei fazer muito bem. 
(Não é uma verdade absoluta, não esquecer o anteriormente referido sobre o meu jeito para me pentear, mas há que parecer credível em nome das belas cabeleiras das manas M e não facilitar o risco. Imagine-se que elas resolviam experimentar, mirando-se no meu exemplo?!)

Elas ali ficaram, espantadas, a Mathilde a abanar a cabeça em ar de desaprovação e a Manon boquiaberta.
Passado um bocadinho, a mais velha, sussurrou discretamente à irmã "Vai dizer ao papá que a mamã enlouqueceu."

O tom era de "Vai buscar reforços que eu não posso sair daqui não vá a coisa piorar ainda mais."

E a pequenina foi. Ouvi-a sussurrar ao pai "Papa, maman est devenue folle!"
E o pai respondeu "Rien de nouveau, t'inquiètes pas! C'est une très bonne psychiatre. Elle se soignera elle-même."

Resumindo, sou uma "faça você mesmo", no que diz respeito ao cabelo e à saúde mental, bastante melhor no que à última diz respeito, já não se nota nada que tive aquele "corte" com a realidade ;)




segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

TEDX - What a Wonderful World!


Convidaram-me para ser oradora no TEDX Boavista. O convite chegou-me em Maio, o TEDX foi em Novembro.

Quando me fizeram o convite perguntei sobre o que queriam que eu falasse e a resposta foi « Sobre o que quiser. »
Fiquei de pensar e escolher e, qual não foi o  meu espanto (adoro estas expressões ultra-batidas que me recordam quando comecei a ler e tentava escrever como nos livros de"Os cinco"), quando vejo, duas semanas depois, no FaceBook do TedX Boavista, « Maria de Vasconcelos – um outro olhar sobre a aprendizagem ». 
Ah! Então é sobre isto... OK. 
E lá fui. 
E levei « As canções da Maria » e dentro delas a Mathilde e a Manon, claro.



E adorei ter lá estado. Que mundo tão maravilhoso se poderia fazer com as ideias tão preciosas que lá ouvi! E foi apenas uma edição. Imagine-se nas muitas já feitas pelo mundo! 
Com tantas pessoas a acreditar na inovação, a fazer coisas importantes, com garra, gana, glamour, criatividade, validade, coisas que melhoram o mundo, como é que não o alteramos para esse melhor? Não percebo...

Em "Fêvêreiro tein carrnavaul"...

Estamos em pleno Carnaval. 

(É impressão minha ou há uma franca desautorização do governo no que à ausência de feriado ou tolerância diz respeito? Apercebi-mehá bocado que amanhã muitas e muitas pessoas que em suposição trabalhariam, tendo em conta as directrizes instituídas - ausência de tolerância de ponto, feriado já não há há que anos - não trabalham. Terá Portugal: a) um conflito com a autoridade; b) diminuição da acuidade visual c) hipoacúsia; d) um espírito jovial e rebelde "Estou-me nas tintas!"  ?  Adiante!)

O Desfile da escola foi na passada sexta-feira.
Este ano, e porque a febre Monster High continua, a vovó ofereceu-lhes máscaras dentro do tema. Draculaura para a Manon e de Frankie Stein para a Mathilde. 
Para compor ainda mais, para a Manon, arranjei um guarda-chuva/sobrinha no chinês e meias com caveiras nos saldos. Para a Mathilde, uns sapatos "Ching-Chong", no mesmo estabelecimento onde encontrei a sombrinha, que alterei com papel autocolante para ficarem iguais aos da boneca zombie. 
As manas M pesquisaram as maquilhagens na net, eu pintei pálpebras e lábios e o Xav desenhou corações, dentes, cicatrizes. 

Eis o resultado, "monstruosamente" conseguido:






O Professor da Manon, enviou fotografias. Numa delas, consegue-se perceber o efeito pretendido com os dentes pintados, pois ela parece estar, distraída da máquina, a ver alguma coisa e tem a boca fechada. 
(É improvável tirar fotografias à Manon em que ela não puxe os cantinhos da boca para as orelhas e mostre um sorriso rasgado e contente, ou não fosse ela, a menina que sorri sempre ;) )